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Mercado Brasil - Economia

Ter, 31 de Janeiro de 2012 16:51

Santa Catarina apresenta o maior bem-estar econômico do país

 

São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro se destacam.
Estudo desenvolvido pela economista Cláudia Rocha Bueno Vidigal, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), demonstra que Santa Catarina é o estado brasileiro com maior nível de bem-estar econômico.
Esse é o resultado do Índice de Bem-Estar Econômico (IBEE) calculado para os anos de 2002 e 2008, que consiste em um novo indicador de acesso aos recursos econômicos. Outros estados que apresentaram elevados IBEEs, nos dois anos avaliados, foram São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. Os piores índices, por outro lado, foram obtidos pelo estado de Alagoas.
A pesquisa foi motivada pela necessidade de construção de um indicador sintético de bem-estar econômico que fosse capaz de englobar os distintos aspectos que estão associados a um padrão de vida decente. Um indicador como esse seria importante para subsidiar a implementação e o monitoramento de políticas públicas, além de tornar transparente a situação econômica da população.
Atualmente, o indicador mais utilizado para mensurar o bem-estar econômico é o Produto Interno Bruto (PIB), além de sua variante, o PIB per capita, o qual considera apenas a renda como medida de bem-estar. O PIB mede o total de bens e serviços produzidos em uma economia, enquanto o PIB per capita pondera esse valor total em relação ao tamanho da população.
Segundo Cláudia, tais indicadores são limitados por não incluírem variáveis que captem a satisfação econômica a partir dos aspectos considerados importantes para o bem-estar da população. “O principal argumento para a proposta de um novo indicador de bem-estar econômico de uma sociedade é que a avaliação deve considerar, por exemplo, fluxos de consumo pessoal, estoques de riqueza, distribuição de renda e seguridade econômica”, explica a pesquisadora.
Orientada pela professora Ana Lucia Kassouf, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES), a pesquisadora utilizou como base um índice desenvolvido pelos economistas Lars Osberg e Andrew Sharpe, em 1998, o qual tem sido aplicado periodicamente para o Canadá e países selecionados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Um grande diferencial no IBEE adaptado para o Brasil está no fato de ter-se criado um novo indicador, o de risco de violência, devido ao fato de serem observados elevados níveis de criminalidade no país”, acrescenta.
O IBEE é composto por quatro dimensões distintas: “fluxos de consumo”, obtida pelos indicadores de consumo privado e consumo público; “riqueza real – legado intergeracional”, resultante dos indicadores capital físico, capital humano, gastos com pesquisa e desenvolvimento e débito público; “equidade”, construída a partir do Índice de Gini (índice de desigualdade de renda) e do Índice FGT (índice de intensidade de pobreza); e “seguridade econômica”, formada pelo indicadores de risco de desemprego, risco financeiro associado à doença, risco de pobreza em idade avançada e risco de violência.
Análise por dimensões – Os resultados demonstraram que, segundo a dimensão fluxos de consumo, os estados mais bem colocados foram o Distrito Federal, o Rio de Janeiro e São Paulo. O estado do Maranhão foi o que apresentou os piores valores nos anos observados. Em relação à riqueza real e legado deixado às futuras gerações, o Distrito Federal se manteve líder nos dois anos analisados, acompanhado pelo Paraná. O Mato Grosso obteve a pior colocação em 2002 e Piauí em 2008.
De acordo com a análise da economista, a dimensão equidade, que considera o nível de desigualdade de distribuição de renda e a intensidade de pobreza, foi liderada por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, refletindo as boas condições oferecidas pela região Sul do Brasil. “Na contramão deste resultado, o estado de Alagoas apresentou indicadores preocupantes de equidade econômica, fazendo com que se mantivesse em último lugar no ranking da dimensão nos dois anos do estudo”.
Em relação à dimensão seguridade econômica, alguns estados da região Nordeste apresentaram baixos riscos associados aos recursos econômicos, alcançando as primeiras colocações no ranking da dimensão. Esses bons resultados se deram em decorrência dos baixos valores apresentados para os indicadores de risco, sobretudo para o risco de pobreza em idade avançada e para o risco de violência, a qual foi medida pela taxa de homicídios. Afora isto, observou-se que, tanto em 2002 quanto em 2008, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Amapá foram os que apresentaram o pior desempenho.
Quando analisadas as dimensões conjuntamente, o cálculo do índice demonstrou que, independentemente dos pesos atribuídos para cada uma delas, Santa Catarina apresenta o maior bem-estar econômico no país. O estado é dotado de bons indicadores, o que confere a seus habitantes boas condições econômicas e qualidade de vida.

 

São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro se destacam.

 

Estudo desenvolvido pela economista Cláudia Rocha Bueno Vidigal, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), demonstra que Santa Catarina é o estado brasileiro com maior nível de bem-estar econômico.

Esse é o resultado do Índice de Bem-Estar Econômico (IBEE) calculado para os anos de 2002 e 2008, que consiste em um novo indicador de acesso aos recursos econômicos. Outros estados que apresentaram elevados IBEEs, nos dois anos avaliados, foram São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. Os piores índices, por outro lado, foram obtidos pelo estado de Alagoas.

A pesquisa foi motivada pela necessidade de construção de um indicador sintético de bem-estar econômico que fosse capaz de englobar os distintos aspectos que estão associados a um padrão de vida decente. Um indicador como esse seria importante para subsidiar a implementação e o monitoramento de políticas públicas, além de tornar transparente a situação econômica da população.

Atualmente, o indicador mais utilizado para mensurar o bem-estar econômico é o Produto Interno Bruto (PIB), além de sua variante, o PIB per capita, o qual considera apenas a renda como medida de bem-estar. O PIB mede o total de bens e serviços produzidos em uma economia, enquanto o PIB per capita pondera esse valor total em relação ao tamanho da população.

Segundo Cláudia, tais indicadores são limitados por não incluírem variáveis que captem a satisfação econômica a partir dos aspectos considerados importantes para o bem-estar da população. “O principal argumento para a proposta de um novo indicador de bem-estar econômico de uma sociedade é que a avaliação deve considerar, por exemplo, fluxos de consumo pessoal, estoques de riqueza, distribuição de renda e seguridade econômica”, explica a pesquisadora.

Orientada pela professora Ana Lucia Kassouf, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES), a pesquisadora utilizou como base um índice desenvolvido pelos economistas Lars Osberg e Andrew Sharpe, em 1998, o qual tem sido aplicado periodicamente para o Canadá e países selecionados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Um grande diferencial no IBEE adaptado para o Brasil está no fato de ter-se criado um novo indicador, o de risco de violência, devido ao fato de serem observados elevados níveis de criminalidade no país”, acrescenta.

O IBEE é composto por quatro dimensões distintas: “fluxos de consumo”, obtida pelos indicadores de consumo privado e consumo público; “riqueza real – legado intergeracional”, resultante dos indicadores capital físico, capital humano, gastos com pesquisa e desenvolvimento e débito público; “equidade”, construída a partir do Índice de Gini (índice de desigualdade de renda) e do Índice FGT (índice de intensidade de pobreza); e “seguridade econômica”, formada pelo indicadores de risco de desemprego, risco financeiro associado à doença, risco de pobreza em idade avançada e risco de violência.

Análise por dimensões – Os resultados demonstraram que, segundo a dimensão fluxos de consumo, os estados mais bem colocados foram o Distrito Federal, o Rio de Janeiro e São Paulo. O estado do Maranhão foi o que apresentou os piores valores nos anos observados. Em relação à riqueza real e legado deixado às futuras gerações, o Distrito Federal se manteve líder nos dois anos analisados, acompanhado pelo Paraná. O Mato Grosso obteve a pior colocação em 2002 e Piauí em 2008.

De acordo com a análise da economista, a dimensão equidade, que considera o nível de desigualdade de distribuição de renda e a intensidade de pobreza, foi liderada por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, refletindo as boas condições oferecidas pela região Sul do Brasil. “Na contramão deste resultado, o estado de Alagoas apresentou indicadores preocupantes de equidade econômica, fazendo com que se mantivesse em último lugar no ranking da dimensão nos dois anos do estudo”.

Em relação à dimensão seguridade econômica, alguns estados da região Nordeste apresentaram baixos riscos associados aos recursos econômicos, alcançando as primeiras colocações no ranking da dimensão. Esses bons resultados se deram em decorrência dos baixos valores apresentados para os indicadores de risco, sobretudo para o risco de pobreza em idade avançada e para o risco de violência, a qual foi medida pela taxa de homicídios. Afora isto, observou-se que, tanto em 2002 quanto em 2008, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Amapá foram os que apresentaram o pior desempenho.

Quando analisadas as dimensões conjuntamente, o cálculo do índice demonstrou que, independentemente dos pesos atribuídos para cada uma delas, Santa Catarina apresenta o maior bem-estar econômico no país. O estado é dotado de bons indicadores, o que confere a seus habitantes boas condições econômicas e qualidade de vida.

 

 

 

   

Mercado Brasil - Economia

Qui, 26 de Janeiro de 2012 16:23

CEOs de 60 países apontam Brasil como um dos principais alvos para expansão dos negócios

 

Juntamente com China e EUA país é prioridade para negócios.
As dúvidas sobre o futuro da economia global preocupam os CEOs, mas não devem atrapalhar os negócios este ano. Essa é a principal constatação da 15th Annual Global CEO Survey realizada pela PwC, divulgada hoje, na véspera da abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Ainda que apenas 15% dos 1.258 ouvidos em 60 países acreditem que a economia global irá melhorar em 2012, eles estão na ofensiva de investimentos.
Apesar de reticentes quanto ao cenário externo (82% creem que a economia ficará estagnada ou declinará ainda mais), 40% estão “muito confiantes” no crescimento de receita neste ano. Por isso, estão agindo deliberadamente para aumentar a resiliência dos negócios caso o cenário se deteriore ainda mais, e buscam ampliar sua atuação nos mercados que oferecem maior perspectivas para o futuro dos negócios.
China, Estados Unidos e Brasil são os três países considerados mais importantes para a expansão dos negócios em 2012. Na sequência aparecem a Índia e a Alemanha. Dos CEOs que apontaram o Brasil como mercado prioritário, um terço (33%) tem como objetivo instalar uma unidade de produção local num prazo de um ano – na Índia, 38%, na Rússia 31% e na China 30%. A situação é similar no que diz respeito ao desenvolvimento de produtos e ao acesso a matérias-primas e componentes, indicando que os CEOs estão buscando fontes de inovação em seus mercados-alvo. A recuperação no volume de investimento estrangeiro direto (IED) corrobora esta tendência.
As respostas revelam que há diversidade de mercados promissores: mais de 60 diferentes economias foram citadas pelos CEOs como alvo para negócios fora de seus países de origem. Alguns nomearam lugares próximos geograficamente, mas houve menção também a locais situados no outro extremo do globo. O crescimento econômico e o aumento do poder de compra em vários países, como Indonésia e Turquia, por exemplo, estão fazendo com que os CEOs olhem além dos BRICs.
A aparente contradição revelada entre a perspectiva econômica e a dos negócios se baseia em três aspectos: 1) o difícil aprendizado e as mudanças nos modelos de negócios ocorridas a partir de 2008; 2) o aumento dos investimentos e das relações comerciais “com” e “dos” países emergentes; e 3) manutenção dos compromissos bilaterais (ao contrário de situações anteriores de crise, não experimentamos reações protecionistas).
A opinião dos líderes permite identificar três focos prioritários para o sucesso dos negócios:
1.Reconfigurar operações para atender as necessidades de mercados locais (adequar processos e modelos, formar alianças estratégicas e novos networks, inclusive em pesquisa e desenvolvimento e serviços de suporte);
2.Endereçar uma ampla diversidade de riscos decorrentes da integração global (ao se deparar com os desdobramentos de ocorrências distintas – de levantes políticos e acidentes nucleares a inundações e crise de fundos soberanos – em várias partes do globo, os líderes perceberam que devem se preocupar menos com a probabilidade de imprevistos específicos e estar preparados para enfrentar as conseqüências de uma ampla variedade de riscos);
3.Formular estratégia para formação/atração/retenção de talentos (a falta do profissional certo no lugar certo é uma das principais ameaças ao crescimento. Um em cada quatro CEOs declarou que perdeu uma oportunidade ou teve de adiar ou cancelar uma iniciativa estratégica devido à limitação de profissionais qualificados.
Inovação é prioridade
Para os CEOs, inovação é prioridade estratégica: três em cada quatro planejam investir em e pesquisa e desenvolvimento (R&D) este ano, e destes, 24% prevê mudanças significativas nesta área. Setores que estão passando por profundas transformações precisam de inovações radicais. Mas inovar, segundo eles, não se restringe mais a criar ou modificar produtos e serviços, o conceito agora é mais abrangente. Em alguns casos, inclui a eliminação de custos em determinados processos ou estabelecer alianças estratégicas.
Cada vez mais empresas estão deixando para trás o simples modelo exportador e desenvolvendo produtos específicos para cada mercado. As vantagens (e os custos) para manter um padrão em vários países se contrapõem às diferentes necessidades, culturas e preços locais. Porém, ao inovar localmente, as empresas precisam obter escala para manter a lucratividade. Ou seja, é necessário encontrar o equilíbrio entre a operação global e local.
O desafio de talentos
A escassez de profissionais qualificados (talentos) é um dos maiores desafios atuais. Para se ter uma idéia da dimensão que esse tema ganhou , basta dizer que há mais CEOs preocupados em rever a estratégia de gestão de talentos do que em adequar a abordagem a riscos.
A ameaça em não conseguir admitir ou manter os negócios é custosa: 43% dos líderes afirmaram terem gastado mais que o previsto para ter bons profissionais ao redor, o que causou impacto no crescimento e no resultado dos negócios.
Os CEOs estão convencidos que precisam melhorar a estratégia de gestão de pessoas e planejar como atender as necessidades futuras. Desenvolver uma visão estratégica de longo prazo é crucial para eliminar o atual gap. Eles também estão procurando novas formas de medir a eficiência e a abrangência dos investimentos em pessoas e têm clara a noção de que produtividade e custos trabalhistas são bons indicadores para comparar o desempenho com os concorrentes, mas não indicam se a empresa está investindo suficientemente em seus profissionais para manter a trajetória de crescimento no futuro.

Juntamente com China e EUA país é prioridade para negócios.

 

As dúvidas sobre o futuro da economia global preocupam os CEOs, mas não devem atrapalhar os negócios este ano. Essa é a principal constatação da 15th Annual Global CEO Survey realizada pela PwC, divulgada hoje, na véspera da abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Ainda que apenas 15% dos 1.258 ouvidos em 60 países acreditem que a economia global irá melhorar em 2012, eles estão na ofensiva de investimentos.

Apesar de reticentes quanto ao cenário externo (82% creem que a economia ficará estagnada ou declinará ainda mais), 40% estão “muito confiantes” no crescimento de receita neste ano. Por isso, estão agindo deliberadamente para aumentar a resiliência dos negócios caso o cenário se deteriore ainda mais, e buscam ampliar sua atuação nos mercados que oferecem maior perspectivas para o futuro dos negócios.

China, Estados Unidos e Brasil são os três países considerados mais importantes para a expansão dos negócios em 2012. Na sequência aparecem a Índia e a Alemanha. Dos CEOs que apontaram o Brasil como mercado prioritário, um terço (33%) tem como objetivo instalar uma unidade de produção local num prazo de um ano – na Índia, 38%, na Rússia 31% e na China 30%. A situação é similar no que diz respeito ao desenvolvimento de produtos e ao acesso a matérias-primas e componentes, indicando que os CEOs estão buscando fontes de inovação em seus mercados-alvo. A recuperação no volume de investimento estrangeiro direto (IED) corrobora esta tendência.

As respostas revelam que há diversidade de mercados promissores: mais de 60 diferentes economias foram citadas pelos CEOs como alvo para negócios fora de seus países de origem. Alguns nomearam lugares próximos geograficamente, mas houve menção também a locais situados no outro extremo do globo. O crescimento econômico e o aumento do poder de compra em vários países, como Indonésia e Turquia, por exemplo, estão fazendo com que os CEOs olhem além dos BRICs.

A aparente contradição revelada entre a perspectiva econômica e a dos negócios se baseia em três aspectos: 1) o difícil aprendizado e as mudanças nos modelos de negócios ocorridas a partir de 2008; 2) o aumento dos investimentos e das relações comerciais “com” e “dos” países emergentes; e 3) manutenção dos compromissos bilaterais (ao contrário de situações anteriores de crise, não experimentamos reações protecionistas).

A opinião dos líderes permite identificar três focos prioritários para o sucesso dos negócios:

1.Reconfigurar operações para atender as necessidades de mercados locais (adequar processos e modelos, formar alianças estratégicas e novos networks, inclusive em pesquisa e desenvolvimento e serviços de suporte);

2.Endereçar uma ampla diversidade de riscos decorrentes da integração global (ao se deparar com os desdobramentos de ocorrências distintas – de levantes políticos e acidentes nucleares a inundações e crise de fundos soberanos – em várias partes do globo, os líderes perceberam que devem se preocupar menos com a probabilidade de imprevistos específicos e estar preparados para enfrentar as conseqüências de uma ampla variedade de riscos);

3.Formular estratégia para formação/atração/retenção de talentos (a falta do profissional certo no lugar certo é uma das principais ameaças ao crescimento. Um em cada quatro CEOs declarou que perdeu uma oportunidade ou teve de adiar ou cancelar uma iniciativa estratégica devido à limitação de profissionais qualificados.

Inovação é prioridade

Para os CEOs, inovação é prioridade estratégica: três em cada quatro planejam investir em e pesquisa e desenvolvimento (R&D) este ano, e destes, 24% prevê mudanças significativas nesta área. Setores que estão passando por profundas transformações precisam de inovações radicais. Mas inovar, segundo eles, não se restringe mais a criar ou modificar produtos e serviços, o conceito agora é mais abrangente. Em alguns casos, inclui a eliminação de custos em determinados processos ou estabelecer alianças estratégicas.

Cada vez mais empresas estão deixando para trás o simples modelo exportador e desenvolvendo produtos específicos para cada mercado. As vantagens (e os custos) para manter um padrão em vários países se contrapõem às diferentes necessidades, culturas e preços locais. Porém, ao inovar localmente, as empresas precisam obter escala para manter a lucratividade. Ou seja, é necessário encontrar o equilíbrio entre a operação global e local.

O desafio de talentos

A escassez de profissionais qualificados (talentos) é um dos maiores desafios atuais. Para se ter uma idéia da dimensão que esse tema ganhou , basta dizer que há mais CEOs preocupados em rever a estratégia de gestão de talentos do que em adequar a abordagem a riscos.

A ameaça em não conseguir admitir ou manter os negócios é custosa: 43% dos líderes afirmaram terem gastado mais que o previsto para ter bons profissionais ao redor, o que causou impacto no crescimento e no resultado dos negócios.

Os CEOs estão convencidos que precisam melhorar a estratégia de gestão de pessoas e planejar como atender as necessidades futuras. Desenvolver uma visão estratégica de longo prazo é crucial para eliminar o atual gap. Eles também estão procurando novas formas de medir a eficiência e a abrangência dos investimentos em pessoas e têm clara a noção de que produtividade e custos trabalhistas são bons indicadores para comparar o desempenho com os concorrentes, mas não indicam se a empresa está investindo suficientemente em seus profissionais para manter a trajetória de crescimento no futuro.

 

   

Mercado Brasil - Economia

Qui, 19 de Janeiro de 2012 16:03

Menor taxa de juros deve favorecer indústria nacional

 

Com base em dados do Banco Central, boletim do Sebrae mostra perspectivas para o setor.
Os setores têxtil e confecções, moveleiro e de calçados devem aumentar as vendas em 2012, beneficiando-se da implementação do Plano Brasil Maior (PBM), da desvalorização cambial e da redução da taxa básica de juros (Selic). É o que aponta o Boletim Estudos & Pesquisas de dezembro de 2011, produzido pelo Sebrae com base nas projeções do Banco Central para a economia brasileira.
A indústria têxtil, apesar de ter registrado queda de 15,9% na produção em outubro de 2011, em relação ao mesmo mês do ano anterior, poderá ter resultados melhores em 2012. O mesmo acontece com o setor de vestuário, que também apresentou queda na produção de 10,5%, no mesmo período comparativo. “Com a desvalorização cambial, a tendência é aumentar as exportações e reduzir as importações”, destaca o analista do Sebrae Paulo Jorge Fonseca. Ele acrescenta a implementação do Plano Brasil Maior como outro aliado para o crescimento das micro e pequenas empresas (MPE) no setor industrial.
Segundo o analista, o cenário mostra-se favorável a todos os setores contemplados no PBM, incluindo o calçadista e o moveleiro, embora tenham obtido fraco desempenho na balança comercial em 2011. O primeiro alcançou superávit em novembro de 2010 de US$ 765 milhões, apesar da queda de R$ 13,1 milhões nas exportações e aumento de 40% nas importações. O  segundo sofreu redução de 10,9% nas exportações e elevação de 12,9% nas importações. Em 2012, o setor moveleiro ainda continuará a ser beneficiado pelo bom momento vivenciado pela construção civil, que tem recebido aumento de investimentos em infraestrutura e moradias.
De acordo com projeções dos analistas do mercado financeiro, divulgadas pelo Banco Central, o Produto Interno Bruno (PIB) deve crescer 3,30% em 2012, contra os 2,87% projetados para 2011. A taxa Selic continuará com tendência de queda. Dos atuais 11%, pode fechar 2012 em 9,25%. Já a taxa de câmbio deve oscilar, mas a expectativa é de encerrar 2012 em R$ 1,77 por dólar.

Com base em dados do Banco Central, boletim do Sebrae mostra perspectivas para o setor.

 

Os setores têxtil e confecções, moveleiro e de calçados devem aumentar as vendas em 2012, beneficiando-se da implementação do Plano Brasil Maior (PBM), da desvalorização cambial e da redução da taxa básica de juros (Selic). É o que aponta o Boletim Estudos & Pesquisas de dezembro de 2011, produzido pelo Sebrae com base nas projeções do Banco Central para a economia brasileira.

A indústria têxtil, apesar de ter registrado queda de 15,9% na produção em outubro de 2011, em relação ao mesmo mês do ano anterior, poderá ter resultados melhores em 2012. O mesmo acontece com o setor de vestuário, que também apresentou queda na produção de 10,5%, no mesmo período comparativo. “Com a desvalorização cambial, a tendência é aumentar as exportações e reduzir as importações”, destaca o analista do Sebrae Paulo Jorge Fonseca. Ele acrescenta a implementação do Plano Brasil Maior como outro aliado para o crescimento das micro e pequenas empresas (MPE) no setor industrial.

Segundo o analista, o cenário mostra-se favorável a todos os setores contemplados no PBM, incluindo o calçadista e o moveleiro, embora tenham obtido fraco desempenho na balança comercial em 2011. O primeiro alcançou superávit em novembro de 2010 de US$ 765 milhões, apesar da queda de R$ 13,1 milhões nas exportações e aumento de 40% nas importações. O  segundo sofreu redução de 10,9% nas exportações e elevação de 12,9% nas importações. Em 2012, o setor moveleiro ainda continuará a ser beneficiado pelo bom momento vivenciado pela construção civil, que tem recebido aumento de investimentos em infraestrutura e moradias.

De acordo com projeções dos analistas do mercado financeiro, divulgadas pelo Banco Central, o Produto Interno Bruno (PIB) deve crescer 3,30% em 2012, contra os 2,87% projetados para 2011. A taxa Selic continuará com tendência de queda. Dos atuais 11%, pode fechar 2012 em 9,25%. Já a taxa de câmbio deve oscilar, mas a expectativa é de encerrar 2012 em R$ 1,77 por dólar.

 

 

   

Mercado Brasil - Economia

Qui, 19 de Janeiro de 2012 14:37

Cooperativas batem recorde de exportações e têm superávit 40% maior em 2011

 

São Paulo, Paraná e Minas Gerais foram os estados com maior participação nas vendas externas.
Em 2011, as exportações das cooperativas brasileiras tiveram crescimento de 39,8% sobre 2010, alcançando um total de US$ 6,175 bilhões. Foi o maior resultado já verificado na série histórica iniciada em 2005. As importações realizadas por cooperativas também registraram expansão de 29,6%. Passaram de US$ 274 milhões, entre  janeiro e dezembro de 2010, para US$ 355,2 milhões, no mesmo período de 2011. Com isso, o saldo chegou a US$ 5,819 bilhões, resultado recorde superando em 40,4% o registrado em 2010, quando atingiu US$ 4,144 bilhões. A corrente de comércio em 2011 também foi a melhor da série histórica: US$ 6,530 bilhões. Uma expansão de 39,2% em relação aos doze meses de 2010.
Exportações
Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas no ano passado, destacaram-se: açúcar refinado (com vendas de US$ 1,048 bilhão, representando 17% do total); café em grãos (US$ 839,3 milhões, 13,6%); soja em grãos (US$ 698,9 milhões, 11,3%); açúcar em bruto (US$ 675,8 milhões, 11%);  os pedaços e miudezas comestíveis de frango (US$ 569,9 milhões, 9,2%); e o etanol (US$ 535,3 milhões, 8,7%).
As cooperativas venderam para 133 países no período. Os principais foram os Estados Unidos (exportações de US$ 739,2 milhões,  12% do total); a China (US$ 736,1 milhões, 11,9% ); os Emirados Árabes Unidos (US$ 526,3 milhões, 8,5%); a Alemanha (US$ 441,5 milhões, 7,2%); e os Países Baixos (US$ 311,9 milhões, 5,1%).
Das 27 Unidades da Federação, 21 realizaram exportações por meio de cooperativas. São Paulo foi o estado com maior participação (vendas de US$ 2,078 bilhões, 33,7% do total). Em seguida ficaram o Paraná (US$ 1,930 bilhão, 31,3%); Minas Gerais (US$ 885,5 milhões, 14,3%); o Rio Grande do Sul (US$ 363,6 milhões, 5,9%); e Santa Catarina (US$ 312,7 milhões, 5,1%).
Importações
Os principais produtos importados pelas cooperativas em 2011 foram os cloretos de potássio (compras de US$ 58,5 milhões, 16,5% do total); a ureia com teor de nitrogênio (US$ 29,4 milhões, 8,3%); o diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 27,0 milhões, 7,6%); a cevada cervejeira (US$ 23,8 milhões, 6,7%); e o milho em grãos (US$ 20,1 milhões, 5,7%).
As compras externas das cooperativas foram originárias, no período, de cinquenta países. Merecem destaque a Argentina (compras de US$ 46,2 milhões, representando 13,0% do total); a Rússia (US$ 45,0 milhões, 12,7%); a Alemanha (US$ 44,4 milhões, 12,5%); o Paraguai (US$ 34,8 milhões, 9,8%); e os Estados Unidos (US$ 26,7 milhões, 7,5%).
No ano passado, das 27 Unidades da Federação, 13 realizaram importações por meio de cooperativas. O Paraná foi o estado com maior valor de importações  (US$ 136,8 milhões, representando 38,5% do total). Em seguida ficaram Santa Catarina (US$ 92,2 milhões, 26%); São Paulo (US$ 62,1 milhões, 17,5%); Rio Grande do Sul (US$ 24,1 milhões, 6,8%); Goiás (US$ 18,6 milhões, 5, 2%); e Mato Grosso (US$ 11,2 milhões, 3,2%).

São Paulo, Paraná e Minas Gerais foram os estados com maior participação nas vendas externas.

 

Em 2011, as exportações das cooperativas brasileiras tiveram crescimento de 39,8% sobre 2010, alcançando um total de US$ 6,175 bilhões. Foi o maior resultado já verificado na série histórica iniciada em 2005. As importações realizadas por cooperativas também registraram expansão de 29,6%. Passaram de US$ 274 milhões, entre  janeiro e dezembro de 2010, para US$ 355,2 milhões, no mesmo período de 2011. Com isso, o saldo chegou a US$ 5,819 bilhões, resultado recorde superando em 40,4% o registrado em 2010, quando atingiu US$ 4,144 bilhões. A corrente de comércio em 2011 também foi a melhor da série histórica: US$ 6,530 bilhões. Uma expansão de 39,2% em relação aos doze meses de 2010.

Exportações

Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas no ano passado, destacaram-se: açúcar refinado (com vendas de US$ 1,048 bilhão, representando 17% do total); café em grãos (US$ 839,3 milhões, 13,6%); soja em grãos (US$ 698,9 milhões, 11,3%); açúcar em bruto (US$ 675,8 milhões, 11%);  os pedaços e miudezas comestíveis de frango (US$ 569,9 milhões, 9,2%); e o etanol (US$ 535,3 milhões, 8,7%).

As cooperativas venderam para 133 países no período. Os principais foram os Estados Unidos (exportações de US$ 739,2 milhões,  12% do total); a China (US$ 736,1 milhões, 11,9% ); os Emirados Árabes Unidos (US$ 526,3 milhões, 8,5%); a Alemanha (US$ 441,5 milhões, 7,2%); e os Países Baixos (US$ 311,9 milhões, 5,1%).

Das 27 Unidades da Federação, 21 realizaram exportações por meio de cooperativas. São Paulo foi o estado com maior participação (vendas de US$ 2,078 bilhões, 33,7% do total). Em seguida ficaram o Paraná (US$ 1,930 bilhão, 31,3%); Minas Gerais (US$ 885,5 milhões, 14,3%); o Rio Grande do Sul (US$ 363,6 milhões, 5,9%); e Santa Catarina (US$ 312,7 milhões, 5,1%).

Importações

Os principais produtos importados pelas cooperativas em 2011 foram os cloretos de potássio (compras de US$ 58,5 milhões, 16,5% do total); a ureia com teor de nitrogênio (US$ 29,4 milhões, 8,3%); o diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 27,0 milhões, 7,6%); a cevada cervejeira (US$ 23,8 milhões, 6,7%); e o milho em grãos (US$ 20,1 milhões, 5,7%).

As compras externas das cooperativas foram originárias, no período, de cinquenta países. Merecem destaque a Argentina (compras de US$ 46,2 milhões, representando 13,0% do total); a Rússia (US$ 45,0 milhões, 12,7%); a Alemanha (US$ 44,4 milhões, 12,5%); o Paraguai (US$ 34,8 milhões, 9,8%); e os Estados Unidos (US$ 26,7 milhões, 7,5%).

No ano passado, das 27 Unidades da Federação, 13 realizaram importações por meio de cooperativas. O Paraná foi o estado com maior valor de importações  (US$ 136,8 milhões, representando 38,5% do total). Em seguida ficaram Santa Catarina (US$ 92,2 milhões, 26%); São Paulo (US$ 62,1 milhões, 17,5%); Rio Grande do Sul (US$ 24,1 milhões, 6,8%); Goiás (US$ 18,6 milhões, 5, 2%); e Mato Grosso (US$ 11,2 milhões, 3,2%).

 

   

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